Um Jesus morto a cada dia

Um Jesus morto a cada dia.

Tensão. Balas zunindo sobre a cabeça dos moradores do Complexo do Alemão em mais um confronto armado entre a polícia carioca e os traficantes do morro.

Embora pacificada e com grande alarde, o Complexo do Alemão, um bairro erguido sobre a Serra da Misericórdia e formada por várias comunidades; a não ser por um curto período de tempo, esteve livre das facções que controlam o tráfego de drogas.

E que efetivamente é quem manda no lugar.

Ontem, dia 2, mais 6 pessoas perderam a vida. Ora por bala perdida ora por troca de tiros. Um assassinato, em especial, chamou a atenção: o do menino Eduardo de Jesus, 10, que sonhava como muitos de sua idade em ser policial, mais especificamente,   bombeiro.

Segundo relato de sua mãe, o menino havia acabado de chegar da escola e sentou-se a escada que dava acesso a residência, quando ouviu o estampido do fuzil de um policial militar e segundos depois ao correr até o local, deparou-se com o menino sem vida.

Mais um crime que ficará impune, certamente.

E mais um mártir anônimo criado pela violência policial nessa fábrica de “Jesuses” do nosso cotidiano.

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